sexta-feira, 29 de abril de 2011

AMIGOS?

Hoje estive meditando sobre o assunto "amizade" e o que esse termo representa de verdade à todos nós. O que é amizade, afinal?

Pelos exemplos que tenho vivido na pele, sei dizer que amigos são aqueles que não te abandonam e não te julgam, mas te mostram teus erros e dizem: hey, vamos consertar tudo, tô com você pro que der e vier! <-- Isso é amizade.

Recentemente vi um caso estranho, porém sendo infelizmente normal em nossa sociedade. Amigos que abandonaram o barco e o deixaram à deriva com sua capitã sozinha e desemparada, segurando as pontas e vencendo. Mas ela não estava sozinha, entretanto, os verdadeiros amigos estavam em terra. E mesmo assim eles pularam na água, nadaram sem cessar e alcançaram o barco. Com novos marujos, essa capitã pode salvar sua embarcação e seguir seu promissor curso. E agora pergunto: onde estavam os marinheiros? Por que quando tudo ia bem, num calmo e sereno mar, eles estavam obedientes feito cordeirinhos e depois, quando a tempestade os alcançou - vale ressaltar que os próprios marinheiros provocaram tal tempestade - , eles desistiram de tudo e saltaram fora? Amizade, caros leitores... faltou isso.

Avaliando melhor as circunstâncias que levaram a capitã ao quase naufrágio, percebo que ela tomou a frente de tudo e assumiu sozinha os prejuízos dessa tragédia, salvando o sagrado nome de uma companheira de longas datas. Quanto a isso, faço mais perguntas: Amizade? Sim, a capitã foi amiga. Só quando tudo está bem? Foi o que fez a tripulação, salvo raras exceções.

Eu tenho muitos colegas, mas posso contar nos dedos os amigos. Nessie Araujo é uma delas. Verdadeira, fiel, corajosa. A vi aguentar os grandes horrores que a vida lhe apresentou e continuar firme. Ela não precisava salvar ninguém, poderia abrir o jogo e dizer: "hey, estou aqui só de passagem, a culpa é de fulana". Mas não. Ela foi amiga fiel, foi verdadeira. Corajosamente enfrentou o declínio social e, quando questionada por mim sobre o assunto, ela respondeu: "Biel, que o mundo caia na minha cabeça, eu aguento. Mas não vou trair minha amizade!"

Eu já admirava essa mulher, passei a idolatrá-la. Concluí que, se um dia eu estiver em grande perigo, poderei contar com Nessie Araujo e a força que a move nessa vida.

Blasé? Sim, pode até ser. O que importa? A amizade importa.


Meu nome é Gabriel Amarin e estou estreando nesse blog, com muito orgulho, pelo pedido que me foi enviado pela administradora dele, com esse assunto - um tanto polêmico, admito - que choca, chama a atenção, fere e traz alegrias. Pretendo estar presente a cada semana, sempre com um pouquinho da minha opinião, doa a quem doer.


Bom fim de semana à todos!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

RESENHA - A HOSPEDEIRA

Peregrina é colocada dentro do corpo de Mellanie, mas a memória da segunda não é esquecida, por mais que a alma tente trancá-la. A partir daí surge uma amizade, que faz a Peregrina amar todos os que fizeram parte da vida humana de sua hospedeira, correndo atrás de um encontro que ambas acreditavam ser impossível. Com a Buscadora, termo usado para identificar um chamado que certas almas recebiam, em seu encalço, Mel e Peg - Peregrina - saem numa suicida busca pelo deserto escaldante. E quando tudo parecia perdido, elas são encontradas pelos seus amados e mais uma turba furiosa de humanos que não acreditam em sua sinceridade. Mas Peg prova à todos que ama e que é possível ser amada.
Um livro totalmente adulto, impressionante, novo, abrasador. Sofri com Peg, amei com ela. Ian e seu fascínio pela alma qaue habitava o corpo de Mellanie é encantador. Jared é um homem prático que sabe o que tem que ser feito. O sacrifício de Peg, seu altruísmo, seu amor pelos humanos, não só a transforma de modo único, mas muda a todos que aprendem a conviver com sua presença, até o mesmo o carrancudo Kyle.
Uma belíssima história de amor em todos os sentidos, uma ficção científica recheada de intensos sentimentos. Uma obra nova e perfeitamente escrita. Se muitos odiaram a autora pelo seu modo de descrever os vampiros na série Twilight, podem agora admirá-la e amá-la por se fascinarem com A Hospedeira. Vale a pena ler e reler, pensar e refletir em cada palavra e gesto de amor que são contados com maestria.
Aprovado e recomendado.

terça-feira, 19 de abril de 2011

RESENHA - QUERIDO JOHN


John conhece Savannah durante a sua breve licença do exército americano. Duas semanas ao lado dela foram mais do que suficientes pra mudar sua vida e descobrir que a amava. Mas a distância seria o maior obstáculo entre os dois. Cartas e mais cartas foram escritas, porém Savannah não superou a distância e a falta que John lhe fazia. Mesmo assim o amor persistiu e venceu, mesmo que tudo nunca ficasse bem, eles sempre iriam se amar.

O que aprendi? Que o amor pode tudo, muda as pessoas e que ele chega da maneira mais inusitada e nos faz tomar as decisões certas, mesmo que pareçam loucas ou ridículas.
O amor de John pelo pai é fascinante, chorei demais e aprendi a olhar mais pro meu, porque as flores têm que ser dadas enquanto somos vivos, depois nada mais importa. E John faz isso. Todo amor que ele dedicou ao pai depois que conheceu Savannah, compensou os anos de rebeldia e desprezo.
Não imaginei que essa parte do livro fosse mexer mais comigo do que o relacionamento do casal. É a primeira obra de Nicholas Spark que leio e já virei fã, mesmo não admirando romances melados.

domingo, 17 de abril de 2011

RESENHA - AURA NEGRA


Rose enfrenta uma nova aventura, agora os Strigoi atacam diretamente e com a ajuda de humanos. Os Morois, praticamente, entram em desespero, agrupando-se em um hotel junto com seus guardiões e todos os alunos do colégio São Vladimir. A imaturidade de Rose, contando segredos que deveriam ser guardados, levam Mason a tomar uma atitude inconsequente, levando consigo outros dois amigos. É a hora da maior aventura de Rose, que chega a deixar Lissa de fora só pra salvar os amigos.

Mais uma vez Richelle Mead me deliciou com uma excelente história. Já virei fã da série desde o primeiro volume. A história é tão cativante que sofri junto com Rose todos os sentimentos que ela passa: raiva, ciúme, ódio, frustração. Dificilmente choro com um livro e Richelle conseguiu isso. Dimitri continua extremamente sedutor e atencioso e o relacionamento deles até esquenta um pouquinho mais, porém ainda espero ver esses dois se entregando à paixão de uma maneira louca e inconsequente, como só Rose consegue fazer.
Sem palavras, o livro é ótimo!

RESENHA - FALLEN


Daniel é rude, ele a salva de uma estátua que cai em cima dela e depois sai andando, ele a tira do perigo chegando de carro como se fosse um príncipe num cavalo branco, se irrita quando ela ganha presente de seu rival, eles ficam juntos numa clareira, ele é gentil quando estão sozinhos, Daniel diz que eles não podem ficar juntos, Luce é uma boba, Daniel não é humano, ela é. Muito parecido com um livro de vampiros que muitos leram? Também achei... Mas quase no final, a explicação que Daniel dá à Luce torna a história muito interessante!
Lauren Kate me fez lembrar de Stephanie Meyer com Fallen, mas tenho que admitir que o final me trouxe batidas intensas no coração. Foi ótimo ler toda a aventura e a traição de Sophia, toda a guerra entre os anjos e a fuga de Luce. Agora vejo que foi muito bom não ter desistido de ler até o fim do livro.
Cam, apesar de estar do lado mal dessa história toda, é forte e encantador. Foi, de longe, o personagem que mais me encantou e que tornou a história de Fallen muito mais atrativa.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

RESENHA - DE TODO O MEU SER

DE TODO O MEU SER - MÔNICA DE CASTRO


Marianne não era uma criança normal, ela era capaz de ver espíritos e outras entidades. Só dispunha de um único amigo, Ross, o primo que cresceu junto com ela. Agressiva e atormentada, apenas o primo tem a capacidade de acalmar o coração de Marianne e fazê-la eraciocinar entre o certo e o errado. Após a separação dos dois por Lilian, madrasta de Ross que odiava Marianne, a garota surtou e foi declarada como louca e internada num hospício, maltratada pelos antigos métodos que os médicos psiquiatras inpunham aos pacientes e pelos espíritos das trevas que tomavam conta dela. Um único sentimento era capaz de abrandar tudo que ela sofria: o amor por Ross.

Confesso que não esperava ter me apaixonado tanto pelo livro e que, quando o peguei pra ler, fiz de má vontade. Paguei pelo meu mal juízo. Mônica de Castro escreve de uma maneira que cativa, envolve, seduz. Direta com as palavras, apesar do livro ser enooooorme, a história me prendeu de tal maneira que li De Todo o Meu Ser em apenas sete horas. As lições que tirei sobre a vida de Marianne, sobre a força que o amor exerce entre duas pessoas, levando a todas as consequências, me fez refletir bastante sobre esse sentimento em todos os sentidos: amor de mãe pelos filhos, de primos, de amantes...
Simplesmente fantástico!





quarta-feira, 13 de abril de 2011

RESENHA - O ESPELHO

APOIANDO OS TALENTOS NACIONAIS, FAÇO A PRIMEIRA RESENHA DE UM AUTOR BRASILEIRO - CARLOS NEVES.




UMA VIAGEM ASTRAL - Alfredo – Zoltah – é um espírito preso dentro de um espelho e sem comunicação, além de sua visão, com o mundo humano. É encaixotado por um tempo, até que Andreína, filha do antigo dono do objeto, o tira de seu cativeiro e o expõe no hall de sua sala de visitas. Num certo momento, Andreína escuta o espelho se comunicar com ela e chega a se assustar. Depois, enfrenta tudo com coragem e, ali, diante do espelho, inicia uma amizade fascinante.

Não é o tipo de livro que estou acostumada a ler. Em certas horas chegou a ser um tanto cansativo, mas foi de um aprendizado impressionante na hora em que mais precisei. O diálogo é “politicamente certinho” e nada coloquial. Carlos Neves me surpreendeu ao se mostrar um grande pensador e conhecedor de um mundo, até então, oculto pra mim.
A história é boa, mas precisa ser melhor trabalhada. Explicações que Alfredo dava à Andreína seriam melhor aproveitadas se a conversa entre eles ocorresse com mais perguntas e “interrupções” da parte dela. Houve, numa dessas explicações, um parágrafo de duas páginas e meia só com Alfredo tagarelando. O assunto, como eu disse, é interessante, mas precisa de interrupções pra chamar a atenção do leitor.
Enfim, o livro realmente me ajudou a entender o ponto de vista do autor em relação ao mundo místico e espiritual, e a entender que tudo tem um porque, que nada na vida acontece simplesmente por acaso. Porém, a maior e mais simples lição que tirei desse livro foi: SOMOS RESPONSÁVEIS PELOS NOSSOS ATOS E PAGAREMOS POR CADA PASSO QUE DAMOS, AGORA OU DEPOIS, MAS PAGAREMOS